Plano de ensino – AlgLin – 3q’26

Descrição visual da pseudoinversa de Moore-Penrose de uma transformação linear.

Esta é a página sobre a disciplina MCTB001 – Álgebra Linear, ministrada no terceiro quadrimestre de 2026 para a turma A1 Noturno – campus São Bernardo do Campo, nos seguintes horários:

3as. feiras 19h00-21h00, sala Tau-S206;

  • 5as. feiras 21h00-23h00, sala Tau-S305;
  • 6as. feiras 19h00-21h00, sala Tau-S305.

Aqui encontram-se informações específicas sobre a turma acima.

Aulas

Uma breve descrição do conteúdo apresentado em cada aula está listada abaixo.

  • Aula 14 – 20.10.26 – Produtos escalares (i): motivação – o produto escalar canônico de \mathbb{R}^n e axiomas de produto escalar real, o produto escalar canônico de \mathbb{C}^n e axiomas de produto escalar complexo. Definição axiomática de produto escalar ( = produto interno) num espaço vetorial sobre \mathbb{K}=\mathbb{R} ou \mathbb{C}, diferenças entre os casos real e complexo, consequências básicas. (páginas 37 e 38 das notas de aula)
  • Aula 13 – 16.10.26 – Bases de um espaço vetorial (iii): recapitulação – definição. O caso de bases finitas: resultados fundamentais (ii) – quaisquer n+1 vetores no subespaço gerado por um subconjunto l.i. com n vetores são l.d., acrescentar a um subconjunto l.i. um vetor fora do subespaço gerado por esse subconjunto preserva independência linear. Consequência: se um espaço vetorial V admite uma base finita S\subset V, então todas as bases de V tem o mesmo número de vetores que S. Espaços vetoriais de dimensão finita e infinita (recapitulação), dimensão de um espaço vetorial: definição, dimensões real e complexa de um espaço vetorial complexo, critério dimensional para bases finitas (um subconjunto l.i. S\subset V de um espaço vetorial V com \dim(V)=n é base de V \Leftrightarrow S tem |S|=n vetores) e infinitas (se V admite um subconjunto l.i. infinito então \dim(V)=\infty). Exemplos: (1.) \dim(\mathbb{K}^n)=n; (2.) \mathbb{K}^A tem dimensão finita se e somente se A\neq\varnothing for finito; (3.) o espaço vetorial das funções contínuas de \mathbb{R} em \mathbb{R} tem dimensão infinita. Dimensão de subespaços vetoriais. Algoritmo de construção de bases finitas, bases (finitas) adaptadas a um subespaço vetorial. (páginas 30 a 35 das notas de aula)
  • Aula 12 – 15.10.26 – Bases de um espaço vetorial (ii): recapitulação – definição, componentes de um vetor ao longo de um elemento de uma base como um “sistema de coordenadas lineares”, identificação de um espaço vetorial V sobre \mathbb{K} com F_0(S,\mathbb{K}) = espaço vetorial das funções de S em \mathbb{K} que se anulam fora de um subconjunto finito de S se \varnothing\neq S\subset V é base de V. Base real S\cup iS associada a uma base (complexa) S\subset V de um espaço vetorial complexo V. O caso de bases finitas: resultados fundamentais (i) – quaisquer n+1 vetores no subespaço gerado por um subconjunto l.i. com n vetores são l.d.. (páginas 28 a 32 das notas de aula)
  • Aula 11 – 13.10.26 – O subespaço (vetorial) gerado por ( = varredura (span) linear de) um subconjunto de um espaço vetorial (ii): recapitulação – definição, propriedade de subespaço vetorial. O subespaço (vetorial) real (resp. complexo) gerado por um subconjunto de um espaço vetorial complexo. Bases de um espaço vetorial: definição, componentes de um vetor ao longo de um elemento de uma base como um “sistema de coordenadas lineares”. Exemplos e contraexemplos de bases: 1.) a base canônica de \mathbb{R}^n; 2.) um subconjunto l.i. infinito de \mathbb{R}^A que não é uma base (A infinito). Identificação de um espaço vetorial V sobre \mathbb{K} com o (sub)espaço vetorial F_0(S,\mathbb{K})\subset\mathbb{K}^A das funções de S em \mathbb{K} que se anulam fora de um subconjunto finito de S. Espaços vetoriais de dimensão finita e infinita, dimensão de um espaço vetorial: definição e enunciado de propriedades. (páginas 28 a 31 e 33 das notas de aula)
  • Aula 10 – 9.10.26 – Subconjuntos linearmente dependentes e linearmente independentes (ii): definição, propriedades e exemplos, o caso de subconjuntos finitos. O efeito da escolha de corpo de escalares sobre a (in)dependência linear de subconjuntos de um espaço vetorial complexo – um exemplo genérico. O subespaço (vetorial) gerado por ( = varredura (span) linear de) um subconjunto de um espaço vetorial (i): definição, propriedade de subespaço vetorial. (páginas 26 a 29 das notas de aula)
  • Aula 9 –  8.10.26 – Combinações lineares e (in)dependência linear (ii): recapitulação – definição, combinações lineares triviais e não-triviais. (In)dependência linear de listas finitas de vetores: definição e interpretação como (falta de) ambiguidade na escolha de “coordenadas lineares” e (im)possibilidade de expressar um vetor da lista como combinação linear dos demais. Subconjuntos linearmente dependentes e linearmente independentes (i): definição e propriedades. (páginas 23 a 26 das notas de aula)
  • Aula 8 – 6.10.26 – Somatórias num espaço vetorial (ii): definição, somatória de uma lista de vetores indexada por um conjunto finito, propriedades. Combinações lineares e (in)dependência linear (i): definições, combinações lineares triviais e não-triviais. (páginas 20 a 23 das notas de aula)
  • Aula 7 – 2.10.26 – Subespaços vetoriais (iii): recapitulação – definição, exemplos de subespaços vetoriais reais (ii): espaço de polinômios com coeficientes reais, espaços de funções contínuas e deriváveis. Exemplos e contraexemplos de subespaços vetoriais complexos. Subespaços vetoriais reais de espaços vetoriais complexos, o exemplo \mathbb{R}^n\subset\mathbb{C}^n. Construções com subespaços vetoriais: intersecção e soma de subespaços vetoriais. Somatórias num espaço vetorial (i): definição. (páginas 15 a 20 das notas de aula)
  • Aula 6 – 1.10.26 – Subespaços vetoriais (ii): definição, exemplos (resp. contraexemplos) de subespaços vetoriais reais (i): subespaço trivial, espaço de soluções de um sistema linear homogêneo (resp. não-homogêneo), espaço de polinômios de grau \leq n (resp. n) com coeficientes reais. (páginas 15 a 18 das notas de aula)
  • Aula 5 – 29.9.26 – Espaços vetoriais sobre um corpo de escalares \mathbb{K}=\mathbb{R} (espaços vetoriais reais) ou \mathbb{C} (espaços vetoriais complexos) (iii): exemplos de espaços vetoriais (ii): 2.) espaço \mathbb{R}^A das funções de A\neq\varnothing a valores reais – \mathbb{R}^n como caso particular (A=\{1,\ldots,n\}), verificação dos axiomas de espaço vetorial (real) em termos dos axiomas respectivos no contradomínio comum ( = \mathbb{R} munido da soma e produto usuais); 3.) espaço W^A de funções de A\neq\varnothing a valores num espaço vetorial (real) W; 4.) espaço de matrizes com m linhas e n colunas – identificação com \mathbb{R}^{mn} e com (\mathbb{R}^m)^n. Versões complexas dos exemplos 1.)-4.). Subespaços vetoriais (i): definição. (páginas 12 a 16 das notas de aula)
  • Aula 4 – 25.9.26 – Espaços vetoriais sobre um corpo de escalares \mathbb{K}=\mathbb{R} (espaços vetoriais reais) ou \mathbb{C} (espaços vetoriais complexos) (ii): recapitulação – axiomas de espaço vetorial e suas consequências. Exemplos de espaços vetoriais (i): 1.) V=\mathbb{R}^n (em particular, n=1\Rightarrow\mathbb{R} como espaço vetorial); 2.) espaços de funções a valores reais, \mathbb{R}^n como caso particular; 3.) espaços de funções a valores num espaço vetorial. (páginas 8 a 14 das notas de aula)
  • Aula 3 – 18.9.26 – Espaços vetoriais sobre um corpo de escalares \mathbb{K}=\mathbb{R} (espaços vetoriais reais) ou \mathbb{C} (espaços vetoriais complexos) (ii): definição e axiomas, escalares e vetores. Consequências simples dos axiomas, analogias e diferenças das operações vetoriais com a soma e o produto de escalares. (páginas 8 a 12 das notas de aula)
  • Aula 2 – 17.9.26 – Origem geométrica das operações vetoriais (ii): recapitulação – espaços afins e função deslocamento: definição e propriedades. Definição da soma vetorial e derivação de suas propriedades (comutatividade, associatividade, elemento neutro e oposto). Escalares como fatores de escala para vetores de deslocamento e multiplicação escalar: definição para escalares naturais, inteiros e racionais, propriedades (distributividade com respeito às somas escalar e vetorial, associatividade, elemento neutro). Espaços vetoriais sobre um corpo de escalares \mathbb{K}=\mathbb{R} ou \mathbb{C} (i): definição e axiomas. (páginas 1 a 9 das notas de aula)
  • Aula 1 – 15.9.26 – Informações sobre o funcionamento do curso. Motivação: o que são espaços vetoriais e qual a sua importância? Origem geométrica das operações vetoriais (i): vetores de deslocamento num espaço de pontos (espaço afim), definição da soma vetorial, enunciado e prova dos axiomas da soma vetorial (comutatividade, associatividade, existência de elemento neutro e existência de oposto). (páginas 1 a 4 das notas de aula)

Bibliografia

Listamos aqui os textos que seguiremos mais de perto.

  • Tom M. Apostol, Cálculo, Volume 2 (2a. edição). Editorial Reverté, 1996 (original em inglês: Calculus, Volume II – Second Edition. Wiley, 1969).
  • Notas de aula serão disponibilizadas aqui à medida que o conteúdo for apresentado (versão atual: 10.10.26)

A lista abaixo indica textos suplementares que podem ser de utilidade para o aluno.

  • Notas de aulas do Prof. Jerônimo C. Pellegrini (atualizadas periodicamente).
  • Howard Anton, Chris Rorres, Álgebra Linear com Aplicações (décima edição). Bookman, 2012 (original em inglês: Linear Algebra with Applications – 9th Edition. Wiley, 2005).
  • Sheldon J. Axler, Linear Algebra Done Right (4a. edição). Springer, 2026. Disponibilizado com acesso aberto em PDF pelo autor.
  • G. Strang, Introduction to Linear Algebra (5a. edição). Wellesley Cambridge Press, 2016.

Recomendações e material didático suplementar

É recomendado que o aluno tenha cursado anteriormente a disciplina BCN0404 – Geometria Analítica. Ocasionalmente, conceitos básicos da disciplina BCN0402 – Funções de Uma Variável – e.g. cálculo de integrais simples – podem ser empregados em exemplos.

Material suplementar – cursos online, vídeos:

Os cursos do Prof. Gilbert Strang no MIT são famosos pela abordagem inovadora, motivada por aplicações modernas da Álgebra Linear (representação e análise de dados, aprendizado de máquina, etc.) e que pode ser vista como complementar ao ponto de vista adotado neste curso, embora com vários pontos em comum. A série de vídeos The essence of linear algebra do canal 3Blue1Brown do YouTube, por sua vez, busca trazer uma compreensão visual intuitiva dos conceitos básicos do assunto.

Avaliação

  • Média preliminar:
    Mp = 0,3*(P1+P2) + 0,4*Mt, onde Mt é a média dos testes online no Moodle (valendo de 0 a 10).
  • Média final:
    Mp = 0,3*max(P1+P2, Rec+P1, Rec+P2) + 0,4*Mt
  • Critério de conversão de média preliminar (Mp) / final (Mf) para conceito preliminar (Cp) / final (Cf): Cp (resp. Cf) = F – Mp (resp. Mf) < 4,5;
    Cp
    (resp. Cf) = D – Mp (resp. Mf) = 4,5-5,2;
    Cp
    (resp. Cf) = C – Mp (resp. Mf) = 5,3-6,9;
    Cp
    (resp. Cf) = B – Mp (resp. Mf) = 7,0-8,4;
    Cp
    (resp. Cf) = A – Mp (resp. Mf) = 8,5-10,0.
  • A prova substitutiva só poderá ser feita por participantes que não puderem comparecer a uma das provas, com justificativa formal por escrito da ausência entregue ao docente no máximo até o horário de início da prova substitutiva,  segundo os critérios descritos na Resolução ConsEPE no. 227. A solicitação de prova substitutiva deverá ser feita por e-mail, em até 24 horas após a prova perdida. Preferencialmente o documento físico original deve ser entregue; se não por possível (e.g. pelo mesmo ser exigido para justificar ausência em provas de outras disciplinas), será aceita uma cópia digitalizada enviada por email mas será exigido nesse caso que @ participante apresente o documento original para conferência dentro do mesmo prazo.
  • A prova de recuperação será aplicada no início do 1q’27, no mesmo formato que a P1 e a P2 mas que cobrirá o conteúdo do curso inteiro. Apenas participantes que ficaram com conceitos preliminares D e F (ver critério acima) após a aplicação da prova substitutiva poderão fazer essa prova.
  • Datas das provas:

    P1 – 30.10 (sexta-feira);
    P2 – 4.12 (sexta-feira);
    Sub – 11.12 (sexta-feira, se houver necessidade);
    Rec – início do primeiro quadrimestre de 2027, a divulgar.

Listas de exercícios

É extremamente importante que @s participantes façam todas as listas, de preferência à medida que a matéria vai sendo dada, para consolidar o aprendizado do conteúdo e ver quais dúvidas aparecem. Não deixe suas dúvidas se acumularem! Pergunte!

@s participantes que assim desejarem poderão entregar as suas resoluções das listas correspondentes à matéria de cada prova nas seguintes datas:

  • P1 – 3.11;
  • P2 – data da Rec.

Tais listas serão avaliadas nos casos de média final limítrofe para aprovação (ver tabela de conversão de conceitos acima), convertendo-se num bônus de até 1,5 ponto na média final. As resoluções das listas precisam ser manuscritas (a caneta ou lápis) e entregues no papel. Versões digitais ou feitas em tablet não serão aceitas, não envie nada por email!

Testes online (Moodle)

Haverá quatro (4) testes online na plataforma Moodle. @s participantes deverão receber as informações detalhadas sobre cada teste diretamente nos seus emails institucionais ((at)aluno.ufabc.edu.br), e deverão logar-se na plataforma com seu login e senha institucionais para fazer os testes.

Os exercícios cobertos nos testes online constituem uma seleção mínima de exercícios e não substituem no estudo individual a resolução das listas de exercícios acima, que são mais abrangentes e completas.

Cronograma de janelas de resolução dos testes:

  • Teste 1 – 15.10 a 19.10;
  • Teste 2 – 24.10 a 28.10;
  • Teste 3 – 14.11 a 18.11;
  • Teste 4 – 28.11 a 2.12.

Monitoria, atendimento online e plantão de dúvidas

A partir de terça-feira, 15.9 haverá monitoria presencial nas seguintes datas e horários:

  • Bernardo Baeta Coutinho – 2as. e 3as. feiras, 18h00-19h00, 4as. feiras, 17h00-18h00 e 5as. feiras, 16h00-18h00, sala Tau-S304 (campus SBC).

Os monitores também farão atendimento online assíncrono no Discord, que terá início na mesma data que os plantões presenciais.

Haverá também um plantão de dúvidas às quartas-feiras das 18h00 às 21h00, na sala de reuniões do CMCC do campus SBC (Delta-S265, 2o. andar, Bloco Delta, campus São Bernardo do Campo). O plantão terá início no dia 16.9.

Finalmente, o Moodle terá um fórum aberto de perguntas e respostas onde @s participantes poderão tirar suas dúvidas assincronamente com o docente e/ou colegas.

Roteiro

Seguiremos de maneira aproximada o cronograma sugerido para o curso de AlgLin pelo Gradmat, com algumas modificações na ordem e na ênfase – para uma descrição mais detalhada dos tópicos de cada aula, confira a lista das aulas. Uma descrição sucinta dos tópicos do curso na ordem a ser seguida pode ser vista abaixo.

  • Espaços vetoriais: motivação, definição e exemplos (Anton-Rorres: seção 5.1; Apostol: seções 1.1 a 1.5; notas do Pellegrini: seção 1.4).
  • Subespaços vetoriais: definição e exemplos (Anton-Rorres: seção 5.2; Apostol: seção 1.6; notas do Pellegrini: seção 1.5).
  • Combinações lineares, dependência linear e independência linear. Subespaços vetoriais gerados por um conjunto de vetores (Anton-Rorres: seções 5.2 e 5.3; Apostol: seções 1.6 e 1.7; notas do Pellegrini: seção 2.1).
  • Bases e dimensão de um (sub)espaço vetorial, componentes de um vetor numa base. Mudança de base (Anton-Rorres: seção 5.4; Apostol: seções 1.8 a 1.10; notas do Pellegrini: seções 2.2 e 2.4).
  • Produtos escalares: definição e propriedades. Geometria do produto escalar: a desigualdade de Cauchy-Schwarz.
  • Projeções ortogonais, bases ortogonais e ortonormais. Ortonormalização de Gram-Schmidt.
  • Transformações lineares: definição e exemplos. A adjunta de uma transformação linear com respeito a um produto escalar.
  • A matriz de uma transformação linear numa base. O efeito da mudança de base na matriz de uma transformação linear, matrizes de mudança de base.
  • Núcleo e imagem de uma transformação linear. Posto e nulidade.
  • Sistemas lineares, transformações lineares e matrizes. Operações elementares e escalonamento de matrizes: algoritmos de eliminação Gaussiana e de Gauss-Jordan.
  • O determinante de uma transformação linear e de uma matriz.
  • Autovalores e autovetores: definição e interpretação geométrica. O polinômio característico.
  • Bases de autovetores e diagonalização de transformações lineares. O Teorema Espectral.
  • Tópicos suplementares (a serem administrados ao longo do curso se houver tempo): a pseudoinversa de uma transformação linear e decomposição em valores singulares, aplicações (regressão linear, análise de componentes principais).

Pedro Lauridsen Ribeiro

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